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A explosão da vanguarda cinematográfica
das séries de TV

Wilmer da Silvaescrito por Wilmer da Silva, um enfant terrible que pretende chocar as bases institucionais do cinema português e cuja opinião é procurada por variadíssimas publicações sobre a matéria.

Publicado em 8 de Janeiro de 2010 | 11 comentários

 

 

 

LostCaros leitores, lamento a minha prolongada ausência desde o último artigo. De nada valem justificações, nem explicações. De facto demorei demasiado. Mas, sem mais demora, avancemos para o que interessa.

Actualmente temos o privilégio de viver num período de vanguarda. Uma corrente inspirativa que se distingue de todos os períodos de criação anteriores. O novo cinema português, a nouvelle vague francesa, o neo-realismo italiano e o cinema clássico americano são exemplos de vanguardas criativas. Revoluções criativas caracterizadas por um início (ruptura com o panorama de produção vigente na altura), um clímax (período de reconhecimento e de celebração) e, como qualquer outra coisa, um fim (período de declínio e de institucionalização).

Normalmente as vanguardas cinematográficas duram sensivelmente uma década. E só passado algum tempo de “morrerem” é que podem ser friamente dissecadas e estudadas, pois para uma melhor análise é necessário que o objecto analisado pertença ao passado. Daí que esta minha análise seja precipitada e imperfeita. Mas ainda bem, pois é sinal que ainda estamos a viver a vanguarda cinematográfica das séries de TV, e que continuaremos por mais algum tempo a ter séries inovadoras e interessantes.

O segundo milénio continuou com o mesmo marasmo cinematográfico que se instalou em meados da década de noventa. E após o 11 de Setembro a indústria norte-americana ficou congelada, não só a nível de receitas mas também a nível de conteúdos. Muitos filmes que estavam prestes a estrear foram censurados e outros projectos em início de rodagem foram cancelados. Tudo para não ferir a alma americana, o que até certo ponto é compreensível, pois alguns desses projectos mencionavam ou mostravam guerras no médio oriente ou imagens das torres gémeas. Para voltar a atrair público, Hollywood apostou nas comédias, na reanimação do género musical, nos remakes e nas sequelas de anteriores sucessos de bilheteira. Com isto, mais do que nunca, a indústria cinematográfica americana mostrou que é altamente politizada, ao ponto de ser dependente e controlada pelo poder central. Ou seja, o cinema europeu e asiático foram as melhores cinematografias desta década. Porque apesar de o 11 de Setembro ter afectado todas as cinematografias, e não só a americana, as outras, ao serem mais independentes, usaram o seu dever sócio-político para lidar com o ataque terrorista, analisando todas as suas formas, consequências, faces e ramificações. Por esse Sopranosmesmo factor, não é de estranhar que, nesta década, o documentário tenha ganho tanta força e tanto poder como modelador de opiniões das massas.

 

A ficção no cinema foi secundarizada no que respeita à inovação da forma e dos contéudos. Só os grandes estúdios de animação é que continuaram a apostar no storytelling. Sendo Finding Nemo (2003) e Wall-E (2008) obras-primas do cinema, com dois dos melhores argumentos de sempre. Surpreendentemente, foi na televisão que a ficção deu um passo em frente. As três primeiras séries a fazer furor e a chamar a atenção dos espectadores para as séries foram Sopranos (1999), 24 (2001), e Six Feet Under (2001). Na minha humilde opinião, para além de serem as três séries que geraram a ruptura e que abriram o caminho para todas as outras que actualmente temos, são também as melhores séries que surgiram até ao momento.

Sopranos inspirou-se em todos os filmes de máfia italiana e humanizou esse mesmo micro-cosmos, mostrando aspectos ainda mais cruéis do que nesses filmes de referência, ao mesmo tempo que uma psiquiatra ajudava o protagonista (chefe de uma organização mafiosa) a lidar com os seus sentimentos. É uma série que vive da dualidade entre violência e sensibilidade. As neuroses do protagonista e o humor negro são as imagens de marca desta série.

Six Feet Under trata de uma família disfuncional que gere uma agência funerária, na qual a família vive. A série começa com a morte do pai, o qual visita em ilusões e em sonhos todos os membros da família. Nenhuma série trata da morte como esta. A morte torna-se um força omni-presente, como uma personagem que se manifesta com o seu humor negro e com a sua aleatoriedade. É uma série bastante diversificada havendo constantes referências e críticas directas a aspectos da sociedade americana. Tanto esta série como Sopranos são séries que 24primam pela excelência cinematográfica. Cada episódio parece um filme e supera mesmo em termos qualitativos muitos filmes, tanto a nível técnico como a nível de storytelling.

24 trata de determinados dias da vida de Jack Bauer, um agente dos Estado Unidos que luta para evitar que ocorram ataques destinados ao seu país. O interessante nesta série é o formato. Cada temporada representa um dia, 24 horas. Cada temporada tem 24 episódios, ou seja cada episódio representa uma hora desse dia em o protagonista está a tentar evitar uma catástrofe. Esta é a primeira série a simular o tempo real, o que aumenta o dramatismo e a intensidade da acção. Para além da forma, esta série distingue-se na realização e na montagem já que acções que estão a ocorrer ao mesmo tempo são mostradas ao mesmo tempo através do uso de splitscreen, ou seja o ecrã divide-se em dois, em quatro ou até mais, para mostrar o que está a ocorrer com várias personagens naquele determinado espaço de tempo. É um marco para o género de acção.

É também importante referir duas séries dos anos 90: Twin Peaks (1990) e X-Files (1993). Duas séries com grande impacto e com muitos fãs. Estas séries, no seu todo, não foram tão inovadoras como as três primeiras que enunciei, mas a influência e a inspiração de Twin Peaks e de X-Files faz-se sentir em praticamente todas as séries que actualmente acompanhamos e até em alguns filmes. O mistério, o bizarro, os pX-Filesuzzles, os medos e as fobias são ingredientes que agradam a todos e que estas séries exploraram com uma mestria muito singular.

A explosão do número de séries ocorreu no início do novo milénio e não na década de 90 por dois motivos. O primeiro motivo já o mencionei e expliquei, o cinema fez um pausa criativa e entrou em modo de sobrevivência através dos blockbusters, abrindo assim espaço de comercialização para séries como Sopranos, 24, e Six Feet Under, as quais, com o seu sucesso, demonstraram que o público gosta de narrativas mais ousadas e inovadoras. E ainda mais importante, demonstraram que o público gosta de séries cinematográficas em que a trama das personagens se prolongue de episódio para episódio. O segundo motivo que causou o aparecimento de tantas séries foi o surgimento massificado do DVD. Com a distribuição de títulos em DVD as receitas de distribuição aumentaram drasticamente, o que permitiu ao mercado de produção aumentar o número de projectos e elevar o orçamento desses mesmos projectos de séries. A venda de títulos em DVD, por um lado, tirou espectadores às salas de cinema. Contudo eu sou um defensor do DVD, já que nos permite obter raridades, clássicos ou mesmo filmes estrangeiros e visualizá-los no conforto da nossa casa.  Graças ao DVD, antigos fracassos de bilheteira que, posteriormente, foram considerados obras-primas, são agora êxitos de vendas. É claro que a Internet, como em tudo, também desempenha um papel decisivo nas vendas. Se por um lado a Internet retira espectadores à televisão e evita potenciais vendas de títulos em DVD, por outro lado é na Internet que temos acesso a toda informação sobre as séries disponíveis, existindo sites oficiais de extras exclusivos, fóruns de fãs, publicidade relativa ao merchandising de séries e à sua respectiva venda online, etc. Ou seja, dizer que a Internet só retira dinheiro aos autores e às produtoras é um discurso hipócrita e retrógrado.

Twin PeaksRelativamente às séries que pertencem ao período mais fértil desta vanguarda, não interessa aqui listá-las todas, porque são inúmeras e há muitas que nem conheço. Irei apenas destacar Lost, pois é uma das melhores e, sem sombra de dúvidas, a mais popular. À semelhança de Twin Peaks, temos uma narrativa central, mas o mais interessante é a riqueza e a profundidade das suas personagens, sendo que acompanhamos a história de cada personagem inicialmente em flashbacks e, actualmente, em flashforwards, o que demonstra a complexidade narrativa desta série e a forte aposta por parte da equipa de argumentistas. A narrativa central trata da ilha, pois é uma força que se manifesta através de eventos bizarros e surpreendentes. O verdadeiro triunfo desta série é ter já cinco temporadas e mais uma em produção sem ter verdadeiramente respondido a nenhuma das inúmeras questões que se levantam, sendo a principal questão “O que é verdadeiramente a Ilha?”. Mais uma semelhança com Twin Peaks, portanto, já que essa série rodava em torno de uma questão: “Quem matou Laura Palmer?”

Em jeito de recomendação final destaco as três séries que acompanho com mais atenção de momento: Fringe, Flashforward e Kings.

Fringe, do mesmo autor de Lost, inspira-se em X-files, sendo bastante similar. Contudo, em vez de extraterrestres, a narrativa anda em volta de prenúncios apocalípticos de uma guerra entre o nosso mundo e um mundo paralelo.

Flashforward destaca-se por dar ao espectador algo bizarro com o qual facilmente se identifica: o conhecimento do futuro. Basicamente, a história começa com o mundo inteiro a desmaiar por alguns segundos, período durante o qual toda a gente vê um fragmento do futuro. Uma unidade do FBI dedica-se a juntar esses fragmentos para tentar impedir outro desmaio colectivo e para saber as causas do primeiro que ocorreu.

Kings conta a história da família real de um país ficcional. Na trama monárquica insere-se o protagonista David, um soldado que consegue acabar com a guerra que assolava o seu país há anos. Para o povo ele torna-se um herói, para a monarquia torna-se um inimigo. A melhor série a estrear em 2009, sem dúvida alguma. Infelizmente foi cancelada após a primeira época. A explicação oficial é que foi mal publicitada por parte da distribuidora e da estação televisiva. É uma pena. É também um dos primeiros sinais de que, possivelmente, esta vanguarda esteja a acabar. É possível que ainda tenhamos muitas e boas séries, mas mais cedo ou mais tarde a “febre das séries” irá acabar ou irá ser substituída por outro fenómeno. Há quem diga (as distribuidoras assim o esperam) que a próxima febre será o 3-D. As produtoras estão apostar forte no fabrico de LCDs com tecnologia 3D e na criação de filmes, jogos e séries em 3D. Espero que este grande salto qualitativo seja acompanhado pela qualidade de conteúdos.

Entretanto, aproximam-se os Oscars e com eles os filmes nomeados, ou seja os melhores filmes americanos do ano irão estrear. Felizmente, nos últimos dois anos a tendência tem apontado para a excelência. Está-se a ir devagar, mas pouco a pouco o cinema está a reanimar. As séries que se preparem, pois vem aí concorrência.

 

Um bom ano, colegas cinéfilos.

Lembrem-se de ir ao cinema e convidar alguém.

A próxima análise será por pedido. Mandem para o meu twitter ou através de comentário aqui no Cachimbo da Paz sugestões para a próxima crítica que gostariam que eu escrevesse.

 

Comentários

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Rutovsky escreveu, a 31 de Janeiro de 2010

Alguém falou de The Wire e, de facto, é uma série muito bem conseguida. Passou um bocado despercebida na Fox, mas vale muito a pena. Olha, analisa o Ágora. Já viste? É muito, muito bom. O Aménabar é o maior!

 

Henrique escreveu, a 14 de Janeiro de 2010:

Gostava de ver uma análise sobre Laranja mecânica, apesar de cortar a parte final da história que o livro apresenta, gostei do filme. E Inglorious Bastards, que na minha opinião é um dos melhores filmes que já vi.

 

Wilmer "Bill" da Silva (autor do artigo) escreveu, a 14 de Janeiro de 2010:

Obrigado a todos pelos comentários. E por aconselharem outras séries. Em breve irei ver pela primeira vez "The Wire" e "Hidden Palms". Se estiverem interessados aqui vai um apanhado de algumas das melhores séries de sempre:
http://www.empireonline.com/50greatesttv

Aqui está também a listagem actual de pedidos para a próxima análise:

Inglorious Bastards; A Vida é Bela; Sherlock Holmes; Eyes Wide Shut; Vanilla Sky; Indecent Proposal; The Godfather; Laranja Mecânica; Todos os Spider-man quando sair o 4º título.

Se gostam de algum desta lista digam, se preferem que analise outro digam.

Aproveito para informar que a maior base de dados de Cinema do mundo decidiu dar uma versão a Portugal: www.imdb.pt

 

Henrique escreveu, a 13 de Janeiro de 2010:

Lost é sem dúvida a melhor série que já acompanhei. infelizmente perdi-me mas vou ver o que me escapou, eventualmente.

Gostaria já agora de saber se alguém conhece Hidden Palms (Sombras em Palm Springs), uma série que deu ha algum tempo na RTP2 e que acabou de forma algo estranha, não tendo havido continuação. Era uma série de que estava a gostar muito.

 

Joana escreveu, a 13 de Janeiro de 2010:

How I met your mother é muito bom.

Já apanhei uns episódios de uma série que, apesar de não ser a minha "onda", quase me viciou: "True Blood". Vou ver a primeira temporada e depois digo se valeu a pena ou não.

Quero um comentário ao filme "A Vida é Bela"... Acho que merece. Mas um dos bons. ;)

Keep going!

 

Didicas escreveu, a 13 de Janeiro de 2010:

É com grande entusiasmo que chego a esta coluna e vejo tantos comentários interessantes!

Destaco o comentário de dennis, um pilar fundamental da estrutura do Cachimbo da Paz e um grande amigo de média/longa data, dependendo do ponto de vista. Desde já prometo que irei em breve verificar a tal série "Curb Your Enthusiasm", pois, para ser sincero, não vejo tantas séries quanto isso, pelo que é natural que me tenham escapado algumas de grande qualidade. Encorajo o caríssimo artista Dennis a continuar a intervir desta forma construtiva!

Quanto ao comentário sobre "How I Met", pareceu-me que o meu amigo e colega dennis assumiu uma posição extremista e diria mesmo fanática, visto que, por muito que não se goste de "How I Met", não me parece justo dizer que as suas personagens merecem a pior nota numa escala de -100 a 100 (que raio de escala é esta, by the way?!).

Daniboy, outro grande amigo e um homem da Lei, tece uma crítica ácida e assertiva ao meu (mau) hábito de ver Heroes. Não podia estar mais de acordo que se trata de uma série fraquinha. Mas vou vendo por curiosidade, com a leviandade de quem vê programas apresentados por Manuel Luís Goucha ou João Baião. Guilty as charged!

Para terminar mais esta minha intervenção, relembro aos meus dois caros amigos que não fizeram nenhuma sugestão sobre que filme gostariam de ver comentado na próxima crítica de Wilmer. Deixem de olhar tanto para os vossos próprios umbigos e colaborem mais com os projectos dos outros!

 

dennis escreveu, a 13 de Janeiro de 2010:

Meus amigos,

Li atentamente os vossos comentários e tenho que dizer que fiquei um pouco escandalizado por não existir alguma referência da uma das melhores séries que passarou e ainda passa na televisão portuguesa, certamente não estou a falar de "Anatomy of Grey" ou de "CSI-Las Vegas", mas sim da série "the Wire". A qualidade desta série é enorme, deixando para trás séries com "soprano", "24", "x-files", etc.
Relativamente a séries de comédia, não sou muito fã do "How I met your mother", de -100 a 100; piada = 0 ; personagens = -100.
Comédia = "Curb Your Enthusiasm".

keep up with the good work ;)

 

Daniboy escreveu, a 12 de Janeiro de 2010:

Este comentário vai ali pó Didicas, o menino dos seriados: epá Heroes é a série mais parva alguma vez inventada na história da humanidade! (e sei que no fundo sabes disso...) Vi 2 ou 3 vezes e já foi o suficiente pra desgostar dos personagens sem carisma e da problemática estúpida que a série levanta.

E aproveito para anunciar aos leitores do Cachimbo que o meu próximo artigo será sobre viagens e um desporto que muita gente curte. Stay tuned 4 more!

 

Miklos escreveu, a 9 de Janeiro de 2010:

Que regresso em grande! :)

E, curiosamente ou não, abordando séries como «Os Sopranos», «24» ou «FlashForward» que são séries de minha eleição.

Embora, tal como o Didicas referiu, o desenvolvimento de «FlashForward» também me tem desapontado um pouco... Parece-me uma história boa, no entanto demasiado rebuscada para "fazer render o peixe".

Tal como o Didicas, também adoro o «How I met your mother»... Brutalíssimo! ^^

Além dessa, também costumo ver as que passam na 2:... Tipo «Weeds» e «Grey's Anathomy», por exemplo.

Apesar de ser uma série mais na onda do típico entertainment americano, também gosto bastante de CSI (nas várias cidades... :P), «Grey's Anathomy».

Cumprimentos, bom ano e continuação de óptimos artigos! ;)

 

Matosinhos! escreveu, a 8 de Janeiro de 2010:

gostava de saber a opinião de Wilmer sobre a forma como o filme de Sherlock Holmes distorceu a história original, enchendo-a de acção e efeitos especiais, e se concorda com tal travestismo (uma palavra na moda) de um ponto de vista ético.

não tenho conhecimentos relevantes sobre a sétima arte, mas adoro ver um bom filme e gosto sempre de vir aqui dar uma espiadela à coluna de cinema.

 

Didicas escreveu, a 8 de Janeiro de 2010:

Gostei imenso de ver o regresso de Wilmer ao Cachimbo da Paz! É com prazer que vejo mais um artigo com excelente conteúdo por parte deste vosso crítico/colunista.

As séries que sigo actualmente são:

Flashforward, que inicialmente gostei muito mas que me está a parecer um pouco lenta no desenvolvimento;
Heroes, que é uma autêntica palhaçada e que parece um queijo suíço com tantos plot-holes, mas que comecei a ver e que portanto gostaria de saber como termina, porque apesar de tudo acho-lhe uma certa piada;
Dexter, cuja actual temporada foi, de longe, a melhor das quatro e cujo final foi, pela primeira vez, espectacular, para contrariar os finais idiotas das temporadas anteriores;
V, que ainda só leva quatro episódios e que considero muito promissora;
How I Met Your Mother, porque uma comédia hilariante e composta maioritariamente por piadas de bom gosto e com piada é, infelizmente, coisa rara;

and last but not least...

LOST, a melhor série do Mundo, e cuja sexta e última temporada vai começar agora em Fevereiro. Mal posso esperar! Lost é uma série onde o importante são as relações e emoções das pessoas e que contém, mesmo assim, uma diversificação imensa de componentes (drama, acção, humor, mistério, etc). O meu mundo vai ficar muito abalado quando o seu fim chegar em meados de 2010. Que farei...

Gostaria de ver W. da Silva a elaborar uma crítica sobre o filme "The Godfather". Digo isto porque é dos filmes mais elogiados de todos os tempos e eu não consigo ver o que tem de tão especial.

Sayonara!