Menu Separador 1Desporto
Menu Separador 2Cinema
Menu Separador 1Sociedade
Menu Separador 2Viagens
Menu Separador 1Videojogos
Menu Separador 2

Votação da Semana
Semana de 15 a 21 de Novembro de 2009

Hino Nacional "A Portuguesa"

Wilmer da Silvaescrito por Bernardo P. Campos, um artista in the making, e cujas peças literárias fazem lembrar, na sua qualidade, quadros do Mestre Leonardo da Vinci. Bernardo estuda actualmente na Faculdade de Belas Artes.

Publicado em 22-11-2009 | 0 comentários

 

 

Os leitores do Cachimbo votaram e o resultado foi claro:

  • 77% gostam da letra
  • 10% não gostam
  • 13% não ligam ao assunto

A nossa comunidade vota em deixar tudo como está! Mas vamos então conhecer um pouco mais da história por detrás desta peça musical.

“A Portuguesa”, composta em 1890 por Alfredo Keil e com letra de Henrique Lopes de Mendonça, foi criada com o propósito de mostrar a reacção do povo português contra os ingleses e contra o governo português que permitiu e aceitou de forma leve o ultimato britânico que obrigava as tropas portuguesas a abandonar as suas posições entre Angola e Moçambique. Os Britânicos afirmavam que esse território lhes pertencia, uma vez que lhes seria conveniente unir o Cairo ao Cabo.

Esta música foi desde cedo utilizada como símbolo patriótico e republicano: já em 1891 numa tentativa de golpe de Estado esta canção já aparecia como opção dos republicanos para hino nacional, mas com uma simples mudança em relação ao texto inicial: onde inicialmente se cantava “contra os bretões” passou a cantar-se “contra os canhões”.

Em 1956 existiam diversas versões do hino, não só a nível melódico como também nas instrumentações, pelo que o governo nomeou uma comissão que colocou o hino como é agora. Esta versão, que foi aprovada em Conselho de Ministros em 1957, nunca mais foi alterada.

O hino é composto por três partes, cada uma com duas quadras, seguida do refrão e uma quintilha. É de salientar que apenas a primeira das três partes do hino é utilizada, sendo que as outras duas são praticamente desconhecidas.

Aqui fica o texto completo, cortesia da wikipedia:

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Ás armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

 

Comentários
:
:

 

Daniel Cabral escreveu, a 25-11-2009:

É impossível não gostar do hino nacional, no entanto, ele não me agrada em alguns aspectos, como por exemplo:
1 - É um hino demasiado saudoso. Dá a entender que é uma nação que teve seus momentos de glória mas que morreu no passado;
2 - É quase uma apologia à guerra. Quem lê o hino pela primeira vez pensa que o português é um povo bélico, nascido e criado no campo de batalha, quando na verdade mal participaram de 2 ou 3 guerras;
É tudo.