Semana de 6 a 13 de Dezembro de 2009
O alarmismo referente à Gripe A
escrito por Diogo Costa, aspirante a jornalista desportivo de topo mas que se recusa a trabalhar, por exemplo, no "Record".
Publicado em 13-12-2009 | 0 comentários
No decorrer da última semana, desafiámos os leitores a opinar sobre este clima de histeria em relação à ameaça de Gripe A. Não tivemos uma participação maciça, mas faz-se o que se pode!
Em relação à pergunta "Como lidou com o alarmismo referente à Gripe A?":
- 10% seguiram à risca os conselhos de prevenção dados pelos media
- 43% acham isto da Gripe A uma autêntica palhaçada e ignoram os avisos
- 47% procuram ser cautelosos quanto à ameaça, mas sem modificar de uma forma significativa o seu dia-a-dia
De certa forma, os resultados são o que esperávamos. Parece-me normal que a maioria das pessoas não siga cegamente os conselhos dos media, pois ninguém tem paciência para ficar constantemente a lavar as mãos com desinfectante e não é prático estar sistematicamente afastado dos sítios onde há muitas pessoas e o risco de contágio é maior. E peço perdão, mas não irei certamente deixar de usar maçanetas de portas públicas com medo de ser infectado pelo vírus H1N1!
As duas hipóteses que receberam mais votos repartem quase irmamente as percentagens. A maior parte dos votantes dividem-se então na categoria dos que reconhecem a importância desta ameaça mas que se recusam a fazer grandes ondas e na dos que se indignam quando, no noticiário das oito, surge a mais recente notícia sobre o vírus da Gripe A e insultam todos aqueles que ousam fazer um reparo que seja quanto aos perigos desta nova epidemia.
A mim custa-me a crer que haja motivo para tanto alarme. Afinal de contas, o vírus da gripe esteve toda a vida entre nós, e muita gente já foi vítima mortal e nunca se fez este alarido todo. A conclusão que posso tirar é que, por vezes, a comunicação social recebe de braços abertos a ideia de que, durante alguns meses, haja constantemente "pano para mangas" e nunca falte assunto aos jornalistas.
Nós aqui no Cachimbo da Paz, por exemplo, conseguimos ocupar uma semana de votação e ainda aproveitámos a matéria para escrever o artigo de hoje.
Ainda ninguém comentou este artigo. Atreva-se a atirar a primeira pedra!

