Assassin's Creed
escrito por João Laranjeira, veterano adepto de videojogos e um homem que trabalha incansavelmente para que um dia não tenha que trabalhar.
Publicado em 28-12-2009 | 1 comentário
Como é que os animais sabem que têm de migrar para o sul? Instinto natural ou algo mais?
Segundo este jogo, existe uma memória que passa pelos genes, explicando assim a migração dos animais. Este conceito diz que todos nós temos memórias às quais não conseguimos
aceder no nosso cérebro, mas que lá estão devido ao conhecimento dos nossos antepassados. É dessa forma que sabemos que o fogo queima, ou que não conseguimos respirar debaixo de água.
Neste jogo assumimos a pele de Desmond, um simples bartender, mas cujos antepassados eram muito habilidosos.
Desmond descende de uma linha de assassinos profissionais que lutavam por uma causa.
Através de uma misteriosa máquina construída por Dr. Warren Vidi, conseguimos aceder à nossa memória genetica e queremos localizar um artefacto. Porém, não conseguimos aceder selectivamente à memória pretendida, por isso temos de refazer os passos de um dos nossos antepassados na esperança de dar com ela.
Desmond assume então o controlo de Altair, o seu antepassado, que era um dos assassinos com maior rank dentro da creed. No entanto, decidiu ir contra os ensinamentos e é punido sendo destituído da sua alta posição. Começamos assim paulatinamente uma nova subida na creed para voltarmos ao nosso antigo nível hierárquico, tudo com o objectivo de permitir a Desmond chegar à memória pretendida.
O jogo é todo passado na altura das cruzadas, onde nos são dados certos alvos para eliminar, tarefa que podemos executar com a hidden blade, a minha arma favorita, embora existam outras à disposição, como throwing knives ou uma espada. Temos a possibilidade de trepar praticamente todos os edifícios do jogo, o que faz lembrar os mais recentes títulos de Prince of Persia. Há ainda alguns objectivos secundários, onde podemos ajudar certos indivíduos que estejam em dificuldades, para que mais tarde eles nos facilitem as fugas.
Gostei do jogo com bastante parkour incluído e com a possibilidade de fazer stealth assassinations, o que consiste em matar o nosso alvo sem nunca sermos vistos. Conseguimos adquirir vistas deslumbrantes quando trepamos ao topo dos edifícios, tais como igrejas, que nos permitem ver grande parte do reino. Joguei o jogo com teclado e rato, mas acredito que com um gamepad a jogabilidade seja melhor. Quando experimentei jogar com um gamepad, no entanto, não me consegui adaptar bem às câmaras, de tão habituado que estava ao rato, presumivelmente.

Recomendo!
Aspectos positivos:
- Bons cinemáticos
- Excelente animação do cavalo (sim, é verdade, podemos andar a cavalo!), a melhor que vi até hoje
- Liberdade para trepar qualquer edifício humanamente possível (bom realismo)
Aspectos negativos:
- Os inimigos não andam a cavalo, o que é uma verdadeira pena, porque seria épico poder combater montado :(
- A personagem não sabe nadar, o que é frustante em alguns cenários
- Personagens muito chatas que te seguem, o que tem piada nas primeiras horas do jogo, mas depois torna-se irritante

Género: Acção
Plataformas: PC, PS3, XBOX 360
Jogadores: 1
Classificação final: 17/20
Bernardo Campos escreveu, a 29-12-2009:
o problema do jogo são as repetidas missões, que acabam por cansar por serem sempre as mesmas, roubar, matar, bater, subir, etc

